Menu
Júri popular do caso Karize Lemos ocorre nesta quinta-feira em Caçador; pai faz apelo emocionante por justiça
Destaques

Júri popular do caso Karize Lemos ocorre nesta quinta-feira em Caçador; pai faz apelo emocionante por justiça

Caso Karize Lemos - Na véspera do julgamento, o pai da vítima, Rudinei Lemos, fez um depoimento emocionado pedindo por justiça.

Éder Luiz

Éder Luiz

Júri popular do caso Karize Lemos ocorre nesta quinta-feira em Caçador; pai faz apelo emocionante por justiça

Compartilhe:

Quase dois anos após o crime que tirou a vida da advogada Karize Ana Fagundes Lemos, de 33 anos, o caso é levado a julgamento em Santa Catarina. O Tribunal do Júri acontece nesta quinta-feira (10), iniciou às 7h30 no salão do Júri do Fórum da comarca de Caçador.

O réu responde por homicídio com quatro qualificadoras (feminicídio, motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima), além do crime de ocultação de cadáver.

Apelo do pai por justiça

Na véspera do julgamento, o pai da vítima, Rudinei Lemos, concedeu um depoimento emocionado Portal RBV fazendo um apelo por justiça. Rudinei relatou a dor e o vazio deixados pela perda brutal da filha.

“Eu vou conversar com vocês com o coração partindo. Ruim que eu tô, de falar desse assunto. Uma história dessa, uma tragédia dessa que aconteceu com a minha filha. Asfixiar, jogar no mato. Precisava uma barbaridade dessa? Eu sofri, tô sofrendo até agora. A justiça há de cobrar dele, há de cobrar o dobro do que ele fez para ela. Que não precisava nada disso, nada, nada, nada”, declarou o pai.

Rudinei também ressaltou os sérios impactos que o sofrimento causou em sua saúde, revelando que sofreu um infarto e precisou passar por um procedimento de cateterismo em Caçador. Além disso, destacou que a mãe de Karize, moradora de Lages, vive o mesmo sentimento constante de luto. Ao falar da relação do casal, apontou que, se o relacionamento não ia bem, ambos deveriam ter seguido caminhos separados, como ocorre em tantas famílias.

Confirmando que acompanhará presencialmente a sessão no Fórum, Rudinei reforçou o pedido para que o acusado não retorne ao convívio em sociedade e cumpra a pena na prisão até o fim da vida.

Relembre o crime e as investigações

Karize foi morta dentro da própria residência em 29 de setembro de 2024. A investigação começou na mesma noite, após dois jovens procurarem a Polícia Militar relatando que um amigo havia confessado o crime em um grupo de mensagens e por ligação. Ao chegarem à casa da advogada, os policiais encontraram o imóvel vazio, com luzes acesas, marcas de sangue na garagem e sinais de tentativa de limpeza na área interna.

A perícia apontou que a advogada foi morta por enforcamento com uma corda de sisal. Após o assassinato, o acusado retirou o corpo da residência e o transportou para uma região distante. Os restos mortais de Karize só foram localizados semanas depois, no estado do Paraná, encerrando um período de angústia enfrentado por familiares e amigos.

O acusado foi preso na manhã de 30 de setembro de 2024 pela Polícia Militar em Guaíra (PR) — a cerca de 700 km de Caçador —, enquanto tentava fugir em direção ao Paraguai.

Organização da sessão e atuação do júri

A sessão do Tribunal do Júri é presidida pela juíza Nathana Campos Dias de Souza. A defesa do réu está a cargo do advogado André Pasqual, enquanto o Ministério Público atua na acusação ao lado dos advogados assistentes Felipe Yoshimi Tukuda e Franciele Suely Xavier.

Em razão da capacidade física do plenário no Fórum de Caçador, o Juízo da Vara Criminal reservou parte dos assentos para familiares da vítima e do réu. As demais vagas disponíveis ao público geral são ocupadas por ordem de chegada mediante distribuição de senhas.


Compartilhe: